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Biomothim: Urbanização

Olá treinadores! 

Após algum tempo, retornamos com o Biomothim, e trazendo um assunto totalmente inédito pra vocês, saindo um pouco das costumeiras análises anatômicas dos Pokémon: A urbanização do universo Pokémon!

O processo de urbanização se caracteriza pela expansão da região urbana, transformando o espaço rural. Junto a esse processo, temos o aumento da população e o desenvolvimento tecnológico, pontos que podemos ver acontecendo de forma clara no novo jogo da franquia, Legends: Z-A. Infelizmente, essa série de acontecimento acarreta também problemas econômicos, sociais, e ambientais, e vamos falar um pouco sobre eles no post de hoje.

O novo jogo se passa na Cidade de Lumiose, cidade da Região de Kalos que teve um grande avanço tecnológico e modificou o espaço da cidade. Ainda assim, é possível ver pessoas e Pokémon coexistindo e criando laços. Contudo, O primeiro ponto que gostaria de traçar um paralelo com nossa realidade, é quanto a expansão urbana, que culmina em diversas ocasiões do desmatamento de áreas rurais, como pastagens e florestas, designado a construção e pavimentação. 

O desmatamento por si só acarreta um número inimaginável de impactos ambientais, como a destruição de habitats e nichos ecológicos, desencadeando desequilíbrios no ecossistema. Um exemplo de desequilíbrio causado pode ser a redução de recursos, como árvores que são utilizadas como abrigo para diversas espécies, ou até mesmo fonte de alimento para inúmeros animais que se alimentam de frutos.

No mundo Pokémon, diversas espécies utilizam árvores como abrigo na Região de Kalos, como os Pokémon inseto. Trazendo esse fato para o mundo real, os nossos insetos também sofrem o impacto do desmatamento, o que causa o desaparecimento de muitas espécies, tanto de insetos quanto de animais maiores, uma vez que os artrópodes (insetos, aracnídeos, crustáceos etc) são a base de muitas cadeias alimentares.


O segundo ponto, que inclusive gostaria dar ênfase, é a diminuição das espécies, atrelada ao processo de urbanização. Vemos pelo que foi liberado de Legends: ZA, que dentro da cidade haverá espaços destinados para o encontro e convivência com Pokémon, as Wild Zones. Quando falamos de diminuição, podemos tanto estar falando evolutivamente, quanto por seleção antrópica, ou seja, pela seleção feita por nós, seres humanos. Vamos conceituar e entender as duas.

Evolutivamente falando, para que ao longo do tempo uma espécie possa adquirir grandes proporções corpóreas, um dos requisitos é uma grande extensão espacial, que atinja até mesmo proporções continentais. Quanto mais temos a redução de um espaço, mais as espécies perdem em recursos, que resulta aumento da competitividade por esses recursos; juntando esses e mais diversos fatores temos espécies cada vez menores. 

Já quando falamos de uma seleção proposital, esta ocorre quando selecionamos espécies para agregar o espaço da cidade, e elas podem ser plantas ou animais. Geralmente, são escolhidas espécies de pequeno/médio porte, de fácil cuidado de baixo custo. Em nosso mundo podemos ver que em grandes cidades as pessoas optam por animais de estimação convencionais, como cães, gatos, alguns répteis pequenos, pequenos roedores, pequenas aves. Não é diferente com as plantas, são escolhidas plantas de mesma proporção, com uma manutenção de baixo custo.

Além do impacto estético, esse fato culmina na invariabilidade das espécies, ou seja, na dificuldade em encontrar espécies cada vez mais variando suas linhagens. A paisagem sempre será a mesma, pois está sendo selecionada propositalmente por quem vive naquela cidade. E gostaria de lembrar que esse ponto é mais importante para nós que estamos do lado de fora das telas. A representação disso nos jogos e demais mídias, mesmo que não ocorra de forma proposital, acaba abrindo uma forma alternativa de iniciar o debate sobre o tema.

As Wild Zones, até onde pudemos ver abrigam Pokémon também de pequeno/médio porte, que por sua vez em grade maioria dos casos passaram por um processo de seleção proposital, afim de verificar quais as melhores espécies a serem introduzidas nessas zonas de convívio artificiais. Diferentemente de zoológicos, por exemplo, as Wild Zones recriam ambientes naturais com um certo grau de proximidade e proporcionam experiências de vida selvagem bem próximas da realidade, um fator importante para manter as espécies com níveis baixos de estresse.

Convido vocês, caros leitores, a assistir novamente o trailer do jogo e reparar nos Pokémon que são apresentados. Em sua grande maioria vemos espécies pequenas, como Pokémon de primeira rota, logicamente esses Pokémon podem evoluir e consequentemente aumentar seu tamanho, mas ainda assim continuam com portes corporais medianos. Em um trecho do trailer podemos ver um Gyarados, um Pokémon consideravelmente grande, mas mesmo este no trailer ainda parece bem menor em comparação com os que encontramos na vida selvagem; nada como um Wailord, um gigante dos mares.

Vale ressaltar que junto a cidades, algumas espécies podem ser atraídas por condições geradas pela urbanização. Uma dessas condições é a poluição, que querendo ou não sempre surge em grande parte das cidades, considerando sua proporção. Sabemos que na franquia existem espécies que se relacionam bem com a poluição, como Koffing e Weezing.

Concluindo: Vemos que o processo de urbanização gera impactos na flora e na fauna, como a diminuição do porte das espécies. Essa diminuição acaba sendo um impacto silencioso mas que repercute em todo o ecossistema e em todas sua relações naturais, diminuindo os espaços de sobrevivência das mais diversas formas de vida, obrigando-as a diminuir também. 

Através dessa informação. podemos prever espécies que estarão presentes no jogo. Claro, já sabemos que boa parte da Dex terá espécies nativas de Kalos, mas vale fazer um exercício mental na tentativa de prever outras espécies de outras regiões.

Ficamos por aqui com o nosso post, e ansiosos pelo lançamento do novo jogo da franquia! Deixem aqui suas apostas do que iremos encontrar na nova e tecnológica Cidade de Lumiose!

Um ThunderShock pra vocês!

Sobre Gabriel Henrique
23 anos, estudante de Ciências Biológicas, mora em Paraisópolis-MG. Curte animações e filmes de ficção, é amante da música desde muito cedo, multi instrumentista. Tem um grande amor por Pokémon, seu preferido é o Chandelure.

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